Osvaldo Cruz, Terça, 30 de Setembro de 2014

publicado em: 10/05/2010 às 17h17:

Educação promove curso de Soroban para alfabetizar cegos

Professores da rede municipal passam por capacitação para usar técnica oriental para ensinar cegos

Daniel Torres (MTb.: 51.540/SP) - Assessoria de Imprensa

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A secretaria municipal de Educação de Osvaldo Cruz promoveu no último sábado, 8, um curso de capacitação de professores para o desenvolvimento da técnica de ensino de matemática para crianças portadoras de deficiência visual com a utilização do soroban.
 
Soroban é um instrumento de cálculo milenar, de origem chinesa e aperfeiçoado pelos japoneses no século XVII, onde se pode efetuar todo e qualquer tipo de operação matemática. O instrumento é uma espécie de ábaco de forma retangular, com hastes verticais compostos de elementos móveis, que permitem a realização de contas de valor 1 e de valor 5, separados por uma haste horizontal.
 
Quinze professores da rede municipal participaram do curso, ministrado pela professora de educação especial Helena Aparecida da Costa, da escola Hellen Heller de Adamantina, e estão aptos para atenderem aos alunos com necessidades especiais com os materiais adaptados para elas.
 
“Como é difícil para a pessoa cega ver o quadro negro e entender como vai ser feita a operação matemática na vertical, ela tem de fazer a conta na horizontal e o soroban ajuda nisso, tornando mais fácil para o cego resolver as equações”, explica Helena, que complementa: “esse curso vem trazer informação ao professor e prepará-lo para receber esse aluno, já que estamos falando muito em inclusão de portadores de deficiência ultimamente”.
 
Em Osvaldo Cruz, pelo menos duas crianças com deficiência visual são atendidas pela rede municipal de ensino. A rede estadual e as creches também atendem a alunos especiais.
 
Para a diretora do departamento de Educação Especial da secretaria municipal de Educação, Jaqueline Zorzi Durighetto, a capacitação tem grande importância para a rede municipal de ensino por preparar os profissionais para atender adequadamente e incluir socialmente os alunos com deficiência. “Este curso vai nortear os professores que vão trabalhar com os deficientes visuais. Esta é uma arma na mão deles para que possam realizar um trabalho cada vez melhor visando o desenvolvimento e o aprendizado dessas crianças”, destaca.
 
Classificações
 
De acordo com informações do Projeto Instituição de Ensino, no link dos Portadores de Deficiência, a deficiência visual é dividida em pelo menos três classificações.
 
A primeira delas, “cegueira”, diz respeito àqueles que têm somente a percepção da luz ou que não têm nenhuma visão e precisam aprender através do método Braille e de meios de comunicação que não estejam relacionados com o uso da visão.
 
Outra é a “visão parcial”, pessoas que têm limitações da visão à distância, mas são capazes de ver objetos e materiais quando estão a poucos centímetros ou no máximo a meio metro de distância e a terceira é “visão reduzida” são considerados com visão indivíduos que podem ter seu problema corrigido por cirurgias ou pela utilização de lentes.
 
“Nós atendemos atualmente dois alunos portadores de deficiência visual, sendo um na educação infantil e outro no ensino fundamental. Anteriormente, outros estudantes com as mesmas necessidades passaram pela rede e temos a informação de que mais crianças, que hoje são atendidas por creches, virão para as escolas municipais e por isso precisamos estar preparados para atendê-los da melhor maneira possível”, completa Jaqueline Durighetto.
 

Mais informações podem ser obtidas na secretaria municipal de Educação pelo telefone 3528-7630.

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