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publicado em: 21/07/2011 às 20h23:

Comitê Estadual discute leishmaniose em OC

Evento aconteceu na Sala de Multiuso da secretaria municipal de Indústria e Comércio

Giuliano Panvéchio (MTb.: 46.291/SP) - Assessoria de Imprensa - Colaborou: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Adamantina

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Membros do Comitê Estadual de Controle da Leishmaniose Visceral Americana (LVA) da secretaria de Estado da Saúde discutiram nesta quinta-feira, 21, um projeto de prevenção à doença para o município de Osvaldo Cruz.
 
O evento aconteceu na Sala de Multiuso da secretaria municipal de Indústria, Comércio e Desenvolvimento Integrado e teve a participação de setores da Prefeitura e representantes da comunidade.
 
Durante o encontro os representantes do Estado apresentaram um projeto que deverá ser implantado em Osvaldo Cruz no intuito de diminuir riscos de contágio da leishmaniose para cães e seres humanos.
 
Legal pra cachorro
 
Osvaldo Cruz é uma das dez cidades da região em que o Comitê de Leishmaniose Visceral Americana (LVA) do Estado de São Paulo implantou em 19 de outubro do ano passado, o programa “Legal Pra Cachorro”.
 
O projeto está baseado em novas técnicas e práticas para o manejo animal, diagnóstico moderno e preciso da leishmaniose, acompanhamento sobre a saúde animal e identificação através de microchip. Também estão previstas as distribuições de coleiras que combatem o mosquito transmissor da doença.
 
Como parte do Programa “Legal Pra Cachorro”, são realizados exames de leishmaniose na população canina dos municípios, durante o denominado inquérito canino. Os exames são feitos através da coleta de sangue animal, para análise laboratorial realizado pelo Instituto Adolfo Lutz.
 
Desde aquela data os animais passaram a ter um meio de identificação, feito por um microchip, que é implantado sob a pele do cão com um arquivo eletrônico onde podem ser armazenadas as informações do histórico veterinário (vacinas e consultas).
 
O Programa também proporciona a castração gratuita dos animais, que é realizada através de uma parceria com as Faculdades Adamantinenses Integradas (FAI).
 
Em Osvaldo Cruz mais de 1,5 mil animais foram sacrificados vítimas da doença entre 2009 e 2010. Mas especialistas em veterinária apontam que a eutanásia (morte) dos animais contaminados é uma conduta que deve ser alterada, embora ainda seja a única forma para combater a doença reconhecida pelo Ministério da Saúde.
 
Os veterinários pressionam as autoridades sanitárias para mudar a norma que manda sacrificar os animais doentes pela leishmaniose.
 
O superintendente de controle de endemias do governo paulista lembra que a coleira com repelente é uma das formas de controle da doença. Ricardo Ciarávalo afirma que a coleira com repelente é apenas uma das medidas para se evitar a transmissão da leishmaniose em cães e consequentemente em seres humanos.
 
O veterinário Mauro Alves aplaude a iniciativa e diz que este é um começo para a mudança de mentalidade das autoridades sanitárias no país em relação à leishmaniose. O especialista afirma que sacrificar cães com leishmaniose é um erro.
 

O veterinário Mauro Alves explica que os cães contaminados com a leishmaniose visceral já podem ser tratados com medicações existentes no país e complementa que a implantação de microchips nos animais contaminados será importante para identificar os donos dos animais por maus-tratos.

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