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publicado em: 19/08/2010 às 12h49:

Vigilância capacita médicos para atendimento de casos de leishmaniose

Médicos de 16 municípios receberam orientações sobre padronização de atendimentos no estado

Daniel Torres (MTb.: 51.540/SP) e Giuliano Panvéchio (MTb.: 46.291/SP) - Assessoria de Imprensa - Colaborou: ABC Animal

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O Departamento de Vigilância Epidemiológica, da secretaria municipal de Saúde de Osvaldo Cruz, realizou uma palestra de capacitação de aproximadamente 45 médicos de 16 municípios da região para diagnóstico e tratamento de pessoas com suspeita de leishmaniose visceral, na manhã desta quinta-feira, 19, na Sala de Multiuso da secretaria da Indústria e Comércio.
 
“Essa é uma capacitação para dar um melhor acesso aos médicos por conta da epidemia pela qual passamos e dar a eles instrumentos a fim de detectar a doença em tempo. Temos atualmente 24 casos confirmados de leishmaniose e um paciente no Hospital Regional de Marília aguardando a confirmação, além de um trabalho intenso no acompanhamento de cães possivelmente doentes”, explicou a enfermeira responsável pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica de Osvaldo Cruz, Tânia Midori Matsura.
 
A iniciativa é do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Marília, responsável pela regional de Osvaldo Cruz. A capacitação foi dada pelo palestrante e médico-infectologista José Wilson Zangirolami, do GVE de Presidente Prudente, que explica quais as novas orientações para a padronização do atendimento deste tipo de doença no estado.
 
“A leishmaniose visceral é uma doença que tem aparecido com força em nossa região e é importante que os médicos tenham uma atualização e uma padronização do diagnóstico e do tratamento. Essa é uma política coordenada pela secretaria de Estado da Saúde para todo o estado de São Paulo”, salientou.
 
Padronização
 
O tratamento segue um protocolo elaborado por especialistas da secretaria da Saúde, que fornece a medicação e determina alguns centros de referência aos quais os pacientes são encaminhados. Cada região tem o seu fluxo de diagnóstico e os casos positivos são tratados por equipes coordenadas pelos centros de referência regional, como o de Marília, no caso de Osvaldo Cruz.
 
Segundo Zangirolami, a capacitação é um processo dinâmico em que sempre há revisões, contatos, tira-dúvidas e se faz necessária por causa da expansão da doença no interior do estado. “Infelizmente a leishmaniose está em crescimento nesta e em várias outras regiões de São Paulo”.
 
“Muitas vezes a infecção da leishmaniose é confundida com outras patologias. Até se chegar a um diagnóstico da doença, corre-se o risco do óbito do paciente”, lembrou Tânia Matsura.
 
Sintomas
 
A leishmaniose é causada por infecção pelos protozoários do gênero Leishmania, os quais se espalham através da picada de mosquitos flebotomíneos, também conhecidos como mosquito palha ou birigui. Há várias formas diferentes de leishmaniose, sendo que as mais comuns são a cutânea, que causa feridas na pele, e visceral, que afeta alguns órgãos internos como fígado, medula óssea e baço.
 
Pessoas com leishmaniose visceral geralmente têm febre, perda de peso, inchaço no baço e fígado, e alguns testes de sangue anormais. Por exemplo, pacientes geralmente tem baixa contagem de sangue, incluindo diminuição das células vermelhas (anemia), das células brancas e das plaquetas.
 
A Leishmaniose é transmitida ao cão pela picada de um mosquito palha, birigui ou cangalhinha, infectado com o protozoário. Diferente de outros mosquitos, o birigui não necessita de água parada para o desenvolvimento de suas formas larvárias, dificultando o seu controle e, consequentemente, favorecendo a transmissão da doença. Após a picada, o protozoário atinge a circulação sanguínea do cão e invade as células, iniciando sua replicação.
 
A partir do momento em que o cão possui a Leishmania em sua corrente sanguínea, passa a ser fonte de infecção para os mosquitos, que por sua vez, podem contaminar outros cães e os seres humanos.
 
Os sintomas são bastante variáveis. São comumente observadas lesões de pele, acompanhadas de descamações e, às vezes, úlceras, além de depressão, apetite diminuído e perda de peso. Alguns cães apresentam um crescimento exagerado das unhas e também dificuldade de locomoção. Em um estágio mais avançado, há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte.

Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o médico veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso.

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